1 de ago de 2009

a mágoa dos igarapés

brincavas com as pedras. absorta, nem vias o brinco, águas, estrelas cadentes passarem.
a mágoa dos igarapés.
não passa tão fácil. águas invadindo, a gente sendo engolido pro fundo.
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vazaram imagens, possibilidades, dores – passado.
os olhos exorbitados sabem da queda. da atração da areia no fundo. feito túnel: a claridade se perdendo, subindo, distante. e o igarapé arregalando tudo garganta a dentro. mas alguém pula, mergulha, resgata.

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e volta-se. à tona: retratos em branco-e-preto. imagens enquanto brincavas com as pedras...
a mágoa dos igarapés. a sede. o troco. ida.
de leve, como o gosto que escorre pelo rosto. sem culpa. quente e choroso.

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